A sacroiliíte é a inflamação das articulações sacroilíacas, que ficam na região mais baixa da coluna, onde ela se conecta com a bacia.
Essas articulações têm pouca movimentação, mas são fundamentais para sustentar o peso do corpo e permitir movimentos como andar, sentar e levantar.
Quando inflamam, podem causar dor lombar persistente, muitas vezes confundida com dor muscular, dor lombar comum ou até mesmo com dor relacionada a hérnia de disco lombar.
Mas onde dói, afinal?
A dor da sacroiliíte costuma aparecer na parte mais baixa das costas, nos glúteos e, às vezes, irradiando para as coxas. Pode ser de um lado ou bilateral.
E o que pode causar a sacroiliíte?
A inflamação pode ter várias causas. As mais comuns são:
- Alterações degenerativas – como acontece na osteoartrite (artrose);
- Sobrecarga mecânica – excesso de peso/ obesidade/ gestação/ esforço físico com carga execessiva;
- Doenças reumatológicas (espondiloartrites).
Outras causas incluem:
- Infecções;
- Traumas.
Por isso, o diagnóstico correto é essencial.
Quando suspeitar de doença reumatológica e procurar por um Reumatologista?
Algumas características da dor ajudam a diferenciar:
- Início antes dos 45 anos de idade;
- Surge aos poucos, não tem história de dor aguda por trauma ou esforço/ sobrecarga e que já está durando há mais de 3 meses;
- Melhora com movimento;
- Piora com repouso;
- Acorda à noite pela dor;
- Rigidez pela manhã (>30 min).
Outros sinais que podem estar associados:
- Doença de pele conhecida como Psoríase (história pessoal ou familiar);
- Inflamação intestinal – doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa;
- Uveíte (inflamação ocular);
- Dor em calcanhares (entesite).
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico combina história clínica + exames: de imagem (radiografia e/ou ressonância) e laboratoriais (VHS, PCR, HLAB27 – marcador genético).
Mas é importante destacar que os exames podem ser normais mesmo com doença ativa.
Por que diagnosticar cedo é importante?
Porque a sacroiliíte inflamatória pode fazer parte de doenças como a espondilite anquilosante.
Sem tratamento, pode evoluir com:
- Dor crônica
- Rigidez progressiva
- Limitação de movimentos
- Fusão das articulações
Com diagnóstico precoce, é possível:
- Controlar a inflamação
- Reduzir dor
- Evitar sequelas
- Preservar qualidade de vida
Nem toda dor lombar é “postural” ou “muscular”.
Quando a dor é persistente, inflamatória ou começa em pessoas jovens, investigar é fundamental.O diagnóstico precoce muda completamente a evolução da doença.
Se você se identificou com esses sintomas, procure uma avaliação especializada.
Dra Fabiana Mendonça – REUMATOLOGISTA – RQE 53.839


