Artrite Psoriásica: O que é possível fazer hoje para controlar completamente os sintomas?

artrite psoriasica
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Foto Ilustrativa (Freepik)

A artrite psoriásica é uma doença que costuma gerar muitas dúvidas e frustrações.
Quem convive com dor, rigidez e cansaço, muitas vezes se pergunta: “Será que algum dia vou ficar livre disso?”

Embora ainda não exista uma cura definitiva, a boa notícia é que hoje é possível controlar adequadamente os sintomas da doença e alcançar remissão clínica, ou seja, períodos longos sem sintomas significativos.

 

Mas o que realmente significa “controlar” a artrite psoriásica?

Controlar a doença não é apenas reduzir a dor. Um bom tratamento busca interromper o processo inflamatório, evitar a progressão das lesões articulares e manter o paciente ativo, tanto fisicamente quanto emocionalmente.

Portanto, o tratamento da Artrite Psoriásica deve envolver tanto o uso de medicamentos como o manejo multidisciplinar.

Tratamentos modernos: o que há de mais eficaz?

O tratamento deve sempre ser individualizado, mas, de forma geral, envolve:

Tratamento medicamentoso: Atualmente, dispomos de diversas medicações, orais ou injetáveis, que podem ser usadas para tratamento da Artrite Psoriásica, são elas:

  • Drogas antirreumáticas modificadoras da doença convencionais: medicações orais como Metotrexato, Sulfassalazina e Leflunomida usadas nos quadros em que as manifestações articulares são as principais.

 

  • Medicações biológicas: que atuam bloqueando a ação de proteínas inflamatórias (as citocinas) envolvidas na resposta imune, como: 
    • Anti-TNFs: inibem a citocina TNF. Ex.: Adalimumabe; Infliximabe; Etanercepte; Certolizumabe e Golimumabe.
    • Anti-IL17: bloqueiam a ação da citocina interleucina IL 17. Ex.: Secuquinumabe e Ixekizumab.
    • Anti-IL23: inibem a interleucina IL 2. Ex.: Guselcumabe e Risanquizumabe.
    • Anti-IL12/23: inibem as interleucinas 12 e 23. Ex.: Ustequinumabe.

 

  • Medicações inibidores da JAK: bloqueiam a enzima janus quinase que desempenha um papel crucial na sinalização celular, especialmente na resposta inflamatória. Ex.: Tofacitinibe e Upadacitinibe.

 

Tratamento não-medicamentoso: Aliar o tratamento medicamentoso e o não medicamentoso através de uma abordagem multidisciplinar é fundamental para controlar a doença.

  • Atividade física regular: ajuda a reduzir a dor, a fadiga, a rigidez e a melhorar a mobilidade articular, a flexibilidade e a força muscular. É importante que eles sejam adaptados para a condição do paciente de acordo com suas necessidades e limitações e, de preferência, sejam supervisionados e combinem exercícios aeróbicos, treino de força e flexibilidade.

 

  • Alimentação balanceada: aumentar o consumo de alimentos in natura e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados (ricos em gorduras, açúcares e conservantes) ajudará a reduzir o risco de outras doenças como hipertensão, diabetes e obesidade, tão comuns em quem tem Artrite Psoriásica. Além disso, promove a saúde intestinal, importante para manter o sistema imunológico mais equilibrado.

 

  • Controle do estresse e cuidado com a saúde mental: estresse e alterações emocionais/ psicológicas podem impactar diretamente a evolução da doença.

 

O papel da avaliação individualizada

Cada pessoa tem um padrão de doença diferente – há quem apresente mais sintomas articulares e poucas lesões de pele, enquanto outros têm lesões de pele extensas e/ ou mais inflamação na coluna ou nas enteses (locais onde os tendões se inserem nos ossos).

Por isso, o tratamento deve ser sempre individualizado, pois cada paciente é único e manifesta um padrão de Artrite Psoriásica diferente.

O primeiro passo é avaliar com cuidado o estágio da doença, o histórico de tratamentos e os fatores que influenciam a resposta (como outras doenças, uso de medicamentos e rotina).

Essa análise detalhada permite definir uma estratégia de tratamento realmente eficaz, que vai além da prescrição e considera o paciente de forma integral.

 

Conclusão – é possível viver bem com artrite psoriásica!

Embora a cura definitiva ainda não exista, há caminhos seguros e eficazes para conquistar o controle total da doença.
Com as opções atuais de tratamento e uma abordagem multidisciplinar, é possível viver sem dor, preservar as articulações e ter qualidade de vida.

O primeiro passo é entender seu caso com profundidade.
Se você sente que os sintomas continuam atrapalhando sua rotina, procure uma avaliação especializada para traçar o melhor plano de cuidado.

 

Dra. Fabiana Mendonça – Médica Reumatologista

CRM 146.811/ RQE 53.839

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Drª Fabiana Mendonça

Sou médica formada há 15 anos e, há mais de uma década, atuo em consultório atendendo pacientes com diversas doenças reumatológicas, como Artrite Reumatoide, Artrite Psoriásica, Espondilite Anquilosante, Osteoporose, Lúpus, Fibromialgia, entre outras condições que afetam o sistema musculoesquelético.

Adoto uma abordagem centrada na pessoa, valorizando a escuta ativa e o envolvimento do paciente nas decisões sobre o tratamento. Acredito que uma boa relação médico-paciente é fundamental para o sucesso do acompanhamento, especialmente em doenças crônicas.

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